sexta-feira, 9 de maio de 2014

Chevrolet 1940 LWB 2Pdr Portee

Sobre os Chevrolets Trucks não há muito o que dizer. A importância delas para o esforço de guerra se traduz pela quantidade de variantes, de veículos construídos e de países que as utilizaram.
Como eu realmente gosto muito dos Portees e após o F60L, queria fazer outro, vendo o que eu tinha em casa, achei os kits de Resina da PRM. Acabei mesclado dois Chevy 1940, um do LRDG e um Cargo, ambos da PRM:

O canhão é o da Vulcan, e as rodas são da Hussar, o resto é scratch.


Este canhão da Vulcan é ótimo, muito embora se tenha que substituir o cano por um de metal. Além disso, minha única queixa é o plástico quebradiço e a dificuldade em retirar as peças pequenas dos sprues. Cuidado e paciência são fundamentais.
Algumas das referências utilizadas:



Eis a coisa: já em adiantado estado de montagem:






Ainda faltam uns detalhes pequenos, mas já deve seguir para pintura.


Guy Lizard – Armored Command Vehicle

Guy Lizard – Armored Command Vehicle

Histórico:
Em 1935 a Guy foi convidada a tomar parte da rodada de testes para novos veículos, comandada pelo Exército Britânico em Llangollen. A companhia apresentou o 'Ant', um novo 4X4 com capacidade de 15 cwt e chassis curto. Após sucesso nos testes, a Guy recebeu a encomenda de 150 unidades. Após receber contratos do Governo a Guy começou a concentrar seu esforços na produção de veículos militares, até que em 1938, a produção para o mercado civil cessou completamente, cumprindo a Guy apenas contratos com o Governo. Somente após a guerra é que a produção de veículos civis foi retomada.
O 'Ant' usava muitos componentes de outros veículos da Guy, em especial dos modelos 'Wolf' e 'Vixen', sendo equipados com pneus mais largos e de desenho para melhorar a tração, bem como uma grande distância do solo, sendo capaz de rodar em declives acentuados e em lama ou areia que chegassem ao eixo.

o Guy 'Ant'.


O desenvolvimento do veículo continuou com o lançamento do 'Quad Ant', um 4x4, com o corpo inteiramente fechado e de metal, para o motorista, comandante e mais tripulação de 4. Este veículo podia tracionar cargas de 6 a 14 toneladas, e eram principalmente utilizados como gun tractors, tracionando peças de 17 ou 25 libras ou armas anti tanque.


o Guy Quad ‘Ant’

Muitos veículos Guy foram enviados para Dover, no início da guerra. Eles foram levados para a França para uso pelas tropas britânicas. Quando o país foi invadido pelos alemães, e as tropas aliadas foram evacuadas a maio de 1940, os veículos, como muitos outros, foram empurrados dos penhascos em Dunquerque, para evitar que caiam nas mãos do inimigo ou simplesmente deixados nas praias.




Veículos Guy e Morris na praia, em Dunquerque.

 O que temos para hoje é o Guy Lizard Armoured Command Vehicle, que era um veículo blidado de comando britânico, desenvolvido e construído durante a segunda guerra pela empres Guy Motors. Foram contrauídos 21 unidades, de um contrato de 30, sendo alguns usados pelo BEF, na frança, antes da reirada de Dunquerque e alguns foram utilizados pela 7ª Divisão Blindada, na campanha do norte da África.
A maioria dos Guy Lizard command vehicles ficou na Inglaterra, embora, como referido, alguns foram para a BEF e para o 8º Exército na África, destes, tem-se notícia que um foi capturado pelos Italianos.


Lizard ACV – Foto de fábrica

Em manobras, na Inglaterra.


Capturado.

Especificações

Guy Lizard Command Vehicle
Tripulação
6
Peso
10.5tons
10,668 kg
Comprimento
21'3"in
6.48m
Altura
8'9"in
2.67 m
Largura
8'
2.44 m
Blingadem (mm)
12
Motor
Gardner, 6 Cilindros, 95HP, Diesel
Velocidade máxima
35mph
56 kph
Autonomia
350milhas
563 km

Montagem:

Não podia ter escolhido um veículo melhor (ou pior!) para construir. As referências são poucas e, na maioria das vezes discrepantes entre si. Na internet tem alguma coisa, mas principalmente para o 1/72 ou menor ainda, e as fotos são pouco claras sobre os detalhes.

Todo o caso, topei o desafio. Comecei fazendo um desenho vetorizado no Corel, tendo como base algumas medidas conhecidas, algumas coisas semelhantes do AEC Dorchester e bom senso.
Após quebrar a cabeça para fazer o desenho vetorado, mandei para o corte em laser que, no geral ficou até bem legal, principalmente
para as placas de 1mm, as de 0,5mm ficaram prejudicadas em alguns pontos.

As placas cortadas:


A montagem inicial foi simples, preferi já ir adicionando alguns detalhes na medida em que colocava as peças juntas, até mesmo para testar materiais e para posicionar melhor as coisas.

Os eixos, as rodas e alguns outros detalhes são do AEC Dorchester Mammut da PRM, que serviram muito bem para este projeto. O restante, tambores de freios, semi-eixos dianteiros, são da caixa de sucatas e outras coisas, como o tanque de combustível, foram feitas em scratch (seringa infantil).

Aqui, a coisa como está ficando, ainda sem o fechamento das gaps e pendente de vários e muitos ajustes:


 

Por enquanto é só.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Ford F60L Light Breakdown Wrecker (Holmes) - Continuação

Vamos à construção da criança... Como referi antes, as informações são poucas, mas vamos lá:
Iniciando pelo chassis, sempre prefiro fazer isso, pois serve como aquecimento para o resto. Cirurgia basica para deixar com o long wheel base e reforços estruturais. Em uma das fotos me pareceu que a caixa do eixo cardã era recuada, em direção à carroceria e abaixo do suporte principal dos booms:

na falta de outras referências, fiz assim:


Após. começei a trabalhar nos subconjuntos, lembrando que ainda faltam adicionar detalhes:

Estepe e caixa de ferramentas:


Estrutura dos booms e do guincho principal, ainda sem os cabos e pendente de detalhamento




Estrutura traseira e cabine:





Aqui já tudo funcionando junto, sem cola, para facilitar o detalhamento e posterior pintura:






Por enquanto é só. Obrigado

segunda-feira, 4 de março de 2013

Ford F60L Light Breakdown Wrecker (Holmes) - início



Ford F60L Light Breakdown Wrecker (Holmes)
Havia vários tipos guinchos com lanças gêmeas fornecidos às forças inglesas e Commonwwealth, com muitas variações de detalhes. Somente o estudo destas variantes daria um livro inteiro. Recomendo a pesquisa no Google, pois tem muita coisa legal, em especial 

Durante 1940-1942, um número de caminhões CMP foram equipados com guinchos no chassis, para formar viaturas socorro, estes chassis tinham guinchos simples, acionados manualmente, o mesmo guincho comercial Holmes Speed ​​King Auto Wrecker, fornecido pela Ernest Holmes Co. de Chattanooga, Tennessee, EUA. Os Chevrolets e Fords 60L – com longa distância entre eixos, tinham a cabina totalmente em aço, com rodas de 16 polegadas e pneus 10,50-16, com rodado único na traseira e direção na direita, sendo providos de iluminação especial e pintura cáqui.




Eles foram usados ​​no esforço de guerra e no exterior (por exemplo, 39 enviados para a Grã-Bretanha em 1940) para o reboque e para a recuperação de veículos leves. Um pequeno número foi para o Oriente Médio (Egito).

 No exército britânico foi conhecido como o "Holmes Wrecker" ou "Breakdown Light". Eles tinham duas lanças curtas, articuladas e autônomas, com dois dispositivos manuais, dois guinchos e macacos ajustáveis ​​extensíveis para baixo do chassi, visando apoiar o trabalho das lanças. O desenho da caçamba era pouco usual, bem como a disposição do estepe e havia armários de madeira em cada lado do chassis para ferramentas e equipamentos.

Estas viaturas faziam socorro a veículos leves, em campo, podendo fazer a manutenção próxima a linha de frente, eram inseridos nas seções de manutenção Divisionais e de Brigada, bem como na seção de manutenção das unidades, em nível regimento e batalhão, as chamadas LAD – Light Aid Detachments.



Resolvi fazer o wrecker no chassi do Ford F60L, cab 12, utilizando como base o Quad da Tamiya, com guindastes manuais (Holmes W590) em longa distância entre eixos, fornecidos entre 1940-1942, mas, como referi, poderia fazer com qualquer CMP posterior, tanto 4X4 como 6X6, pois havia inúmeras variantes desta viatura.

Alguns Exemplos:
Ford Marmon Herrington


com CMP cab 13:



Como já referi no tópico do Portee, iniciamos com o enxerto no chassi, cortado e aumentado em 41,25mm, para fazer o chassi do Ford 60L. Na foto já aparecem outros acréscimos, como o diferencial na parte posterior do chassi (está assim na referência, abaixo da estrutura do guincho, embora o acionamento deste fosse manual), o reposicionamento e detalhamento dos tanques de combustível, caixas de ferramentas embaixo das portas da cabine.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Matilda Dozer I Mk III


Matilda Dozer I Mk III
O tanque Matilda II era um tanque lento, pois foi projetado especificamente para apoiar a infantaria. Durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, o Matilda foi usado com algum sucesso por unidades britânicas na França em 1940 e no Oriente Médio em 1941.
No entanto, o rápido desenvolvimento da guerra do deserto e o aparecimento de tanques alemães maiores e melhor armados, tornaram o Matilda obsoleto em 1942, a maioria foi substituído à época da batalha de El Alamein, permanecendo apenas algumas unidades com veículos modificados (Matilda AMRA e Scorpion, por exemplo).
 No Pacífico, no entanto, onde a taxa de avanço era regida pelo ritmo da infantaria e onde os japoneses não tinham poderosas armas anti-tanque, o Matilda provou ser muito confiável. Só a artilharia mais pesada japonesa ou minas podem danificar seriamente um Matilda  e elese manteve em serviço pelo resto da guerra no PTO, principalmente com tropas australianas.

Matildas começaram a chegar na Austrália, via Reino Unido, durante março e abril de 1942, e continuaram a ser entregues até o segundo semestre de 1943. Ao todo, foram entregues 409 Matildas  que foram utilizados para equipar o 2º Batalhão de Tanques em outubro de 1942. Após o desempenho sem brilho deste em Buna com tanques leves Stuart, considerou-se que um tanque mais pesado, com espessa blindagem e capaz de penetrar através da selva, era necessário. Consequentemente, os regimentos da 4ª Brigada Blindada foram todos equipados com Matildas.
Alguns Matildas foram modificados em veículos especializados. O Matilda Dozer foi desenvolvido em 1944 pelos australianos e tinha uma lâmina montada na sua frente e vários outras estruturas para possibilitar o uso desta lâmina e, em que pese todo o aparato acrescido ao tanque, ele mantinha a sua qualidade combativa e o uso da arma principal.

Ele poderia limpar trilhas e rotas sob fogo, normais ou de forte inclinação, ou ser utilizado corpo de engenheiros. Nos primeiro modelos a lâmina era movimentada por um sistema de cabos e guinchos na frente do carro. No modelo Mk III, houve a incorporação de dois macacos hidráulicos montados nas laterais do tanque, cada qual ligado a uma estrutura pivotada que era ligada aos braços da lâmina.
A força hidráulica era provida por uma bomba de óleo  conectada ao sistema de motor e caixa de marchas e o reservatório de óleo ficava dentro  do tanque, sendo a lâmina manejada pelo motorista do tanque. Um detalhe importante é que no Mk III, a lâmina e as estruturas pivotantes eram ejetáveis, podendo ser retiradas do tanque de imediato e sem expor a tripulação.


 Foram fabricados 18 Matildas Dozer, sendo 12 dos modelos Mk I e II movidos por cabos e 06 do modelo Mk III, movido por pistões hidráulicos. Todos foram usados ​​em operações no pacífico a partir de fins de 1944 e em Bornéu em 1945.






O MkIII que será construído tem por base o bom e velho Matilda da Tamiya, que bem se presta para este tipo de experiência. As únicas coisas que fiz questão de acrescentar é o cano de metal, pois o da Tamiya é podre e as lagartas maciças da Bronco, pois em todas as referências só vi estas instaladas nos Dozer. O resto é plasticard, metal, muita lixa e paciência.

A montagem do Matilda é sem problema, assim como os melhoramentos, que já apresentei em outros projetos. Todas as peças foram desenhadas na escala e no papel, para verificar a melhor forma de corte e montagem. Depois vou unindo os subconjuntos, sempre testando e conferindo as medidas e a escala.



Algumas peças já montadas, pois não fotografei as etapas intermediárias:






Para o sistema hidráulico procurei dar funcionalidade, ou seja, a lâmina ficou móvel e o sistema pivotante trabalha como no modelo real. A questão era manter a “pressão hidráulica” no êmbolo, para que a lâmina não ficasse caída. Depois de quebrar a cabeça, resolvi com seringas de farmácia, aquelas fininhas, acho que são para Insulina. Medida, cortada e posta no ligar, o próprio êmbolo de borracha da seringa proveu a “pressão hidráulica” necessária para segurar a lâmina na posição desejada:



Os conjuntos pivotantes já coplados nos braços hidráulicos:







Tudo montado, em suas posições, mas desmontável para facilitar a pintura.
O que foi feito até agora:







Falta achar um meio de fazer porcas na escala, para os detalhes da fixação das estruturas pivotantes na lateral do tanque e ver se em todos os Matilda Dozer existia a proteção de anel da torre, que terei de fazer.
Por enquanto é só. Abraços,
Marcio