segunda-feira, 4 de março de 2013

Ford F60L Light Breakdown Wrecker (Holmes) - início



Ford F60L Light Breakdown Wrecker (Holmes)
Havia vários tipos guinchos com lanças gêmeas fornecidos às forças inglesas e Commonwwealth, com muitas variações de detalhes. Somente o estudo destas variantes daria um livro inteiro. Recomendo a pesquisa no Google, pois tem muita coisa legal, em especial 

Durante 1940-1942, um número de caminhões CMP foram equipados com guinchos no chassis, para formar viaturas socorro, estes chassis tinham guinchos simples, acionados manualmente, o mesmo guincho comercial Holmes Speed ​​King Auto Wrecker, fornecido pela Ernest Holmes Co. de Chattanooga, Tennessee, EUA. Os Chevrolets e Fords 60L – com longa distância entre eixos, tinham a cabina totalmente em aço, com rodas de 16 polegadas e pneus 10,50-16, com rodado único na traseira e direção na direita, sendo providos de iluminação especial e pintura cáqui.




Eles foram usados ​​no esforço de guerra e no exterior (por exemplo, 39 enviados para a Grã-Bretanha em 1940) para o reboque e para a recuperação de veículos leves. Um pequeno número foi para o Oriente Médio (Egito).

 No exército britânico foi conhecido como o "Holmes Wrecker" ou "Breakdown Light". Eles tinham duas lanças curtas, articuladas e autônomas, com dois dispositivos manuais, dois guinchos e macacos ajustáveis ​​extensíveis para baixo do chassi, visando apoiar o trabalho das lanças. O desenho da caçamba era pouco usual, bem como a disposição do estepe e havia armários de madeira em cada lado do chassis para ferramentas e equipamentos.

Estas viaturas faziam socorro a veículos leves, em campo, podendo fazer a manutenção próxima a linha de frente, eram inseridos nas seções de manutenção Divisionais e de Brigada, bem como na seção de manutenção das unidades, em nível regimento e batalhão, as chamadas LAD – Light Aid Detachments.



Resolvi fazer o wrecker no chassi do Ford F60L, cab 12, utilizando como base o Quad da Tamiya, com guindastes manuais (Holmes W590) em longa distância entre eixos, fornecidos entre 1940-1942, mas, como referi, poderia fazer com qualquer CMP posterior, tanto 4X4 como 6X6, pois havia inúmeras variantes desta viatura.

Alguns Exemplos:
Ford Marmon Herrington


com CMP cab 13:



Como já referi no tópico do Portee, iniciamos com o enxerto no chassi, cortado e aumentado em 41,25mm, para fazer o chassi do Ford 60L. Na foto já aparecem outros acréscimos, como o diferencial na parte posterior do chassi (está assim na referência, abaixo da estrutura do guincho, embora o acionamento deste fosse manual), o reposicionamento e detalhamento dos tanques de combustível, caixas de ferramentas embaixo das portas da cabine.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Matilda Dozer I Mk III


Matilda Dozer I Mk III
O tanque Matilda II era um tanque lento, pois foi projetado especificamente para apoiar a infantaria. Durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, o Matilda foi usado com algum sucesso por unidades britânicas na França em 1940 e no Oriente Médio em 1941.
No entanto, o rápido desenvolvimento da guerra do deserto e o aparecimento de tanques alemães maiores e melhor armados, tornaram o Matilda obsoleto em 1942, a maioria foi substituído à época da batalha de El Alamein, permanecendo apenas algumas unidades com veículos modificados (Matilda AMRA e Scorpion, por exemplo).
 No Pacífico, no entanto, onde a taxa de avanço era regida pelo ritmo da infantaria e onde os japoneses não tinham poderosas armas anti-tanque, o Matilda provou ser muito confiável. Só a artilharia mais pesada japonesa ou minas podem danificar seriamente um Matilda  e elese manteve em serviço pelo resto da guerra no PTO, principalmente com tropas australianas.

Matildas começaram a chegar na Austrália, via Reino Unido, durante março e abril de 1942, e continuaram a ser entregues até o segundo semestre de 1943. Ao todo, foram entregues 409 Matildas  que foram utilizados para equipar o 2º Batalhão de Tanques em outubro de 1942. Após o desempenho sem brilho deste em Buna com tanques leves Stuart, considerou-se que um tanque mais pesado, com espessa blindagem e capaz de penetrar através da selva, era necessário. Consequentemente, os regimentos da 4ª Brigada Blindada foram todos equipados com Matildas.
Alguns Matildas foram modificados em veículos especializados. O Matilda Dozer foi desenvolvido em 1944 pelos australianos e tinha uma lâmina montada na sua frente e vários outras estruturas para possibilitar o uso desta lâmina e, em que pese todo o aparato acrescido ao tanque, ele mantinha a sua qualidade combativa e o uso da arma principal.

Ele poderia limpar trilhas e rotas sob fogo, normais ou de forte inclinação, ou ser utilizado corpo de engenheiros. Nos primeiro modelos a lâmina era movimentada por um sistema de cabos e guinchos na frente do carro. No modelo Mk III, houve a incorporação de dois macacos hidráulicos montados nas laterais do tanque, cada qual ligado a uma estrutura pivotada que era ligada aos braços da lâmina.
A força hidráulica era provida por uma bomba de óleo  conectada ao sistema de motor e caixa de marchas e o reservatório de óleo ficava dentro  do tanque, sendo a lâmina manejada pelo motorista do tanque. Um detalhe importante é que no Mk III, a lâmina e as estruturas pivotantes eram ejetáveis, podendo ser retiradas do tanque de imediato e sem expor a tripulação.


 Foram fabricados 18 Matildas Dozer, sendo 12 dos modelos Mk I e II movidos por cabos e 06 do modelo Mk III, movido por pistões hidráulicos. Todos foram usados ​​em operações no pacífico a partir de fins de 1944 e em Bornéu em 1945.






O MkIII que será construído tem por base o bom e velho Matilda da Tamiya, que bem se presta para este tipo de experiência. As únicas coisas que fiz questão de acrescentar é o cano de metal, pois o da Tamiya é podre e as lagartas maciças da Bronco, pois em todas as referências só vi estas instaladas nos Dozer. O resto é plasticard, metal, muita lixa e paciência.

A montagem do Matilda é sem problema, assim como os melhoramentos, que já apresentei em outros projetos. Todas as peças foram desenhadas na escala e no papel, para verificar a melhor forma de corte e montagem. Depois vou unindo os subconjuntos, sempre testando e conferindo as medidas e a escala.



Algumas peças já montadas, pois não fotografei as etapas intermediárias:






Para o sistema hidráulico procurei dar funcionalidade, ou seja, a lâmina ficou móvel e o sistema pivotante trabalha como no modelo real. A questão era manter a “pressão hidráulica” no êmbolo, para que a lâmina não ficasse caída. Depois de quebrar a cabeça, resolvi com seringas de farmácia, aquelas fininhas, acho que são para Insulina. Medida, cortada e posta no ligar, o próprio êmbolo de borracha da seringa proveu a “pressão hidráulica” necessária para segurar a lâmina na posição desejada:



Os conjuntos pivotantes já coplados nos braços hidráulicos:







Tudo montado, em suas posições, mas desmontável para facilitar a pintura.
O que foi feito até agora:







Falta achar um meio de fazer porcas na escala, para os detalhes da fixação das estruturas pivotantes na lateral do tanque e ver se em todos os Matilda Dozer existia a proteção de anel da torre, que terei de fazer.
Por enquanto é só. Abraços,
Marcio

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Matilda AMRA Ib


Seguimos nos Matildas especializados.... Mais diversão e scratch...
Esta variante do Matilda surgiu dos estudos anteriores e pesquisas feitos por oficiais britânicos, buscando uma forma eficaz de vencer os campos de minas. Como já referi no tópico do Matilda Scorpion, este tanque também surgiu da necessidade de abrir brechas em campos minados, sob fogo, utilizando-se, para tal, um veículo blindado.
A idéia era utilizar um sistema facilmente acoplável em algum tanque já do inventário do exército britânico, utilizando a gravidade e a pressão para provocar a detonação das minas. Assim surgiu o sistema AMRA (Anti Mine Roller Attachment), que consistia em uma armação pesada, instalada na frente do tanque, armada de quatro rolos de pressão que detonavam as minas por gravidade. Foram feitos vários projetos com ligeiras diferenças na estrutura da armação e no tipo de rolos utilizados.
Com algumas variações foram construídos em duas versões básicas:
Matilda AMRA Ia: Foram utilizados no deserto ocidental, caracterizavam-se por uma armação maior, com o eixo dos braços móveis instalados atrás do centro do tanque. Como a estrutura era mais pesada, os roletes de pressão eram vazados, raiados e feitos de metal. È o que se vê mais comumente em fotos de referência:

Matilda AMRA Ib: Possuía braços menores, quase alinhados com o centro do tanque e os roletes eram maciços, ao que parece eram feitos ou cobertos com concreto, pelo que pude apurar nas pesquisas. Estes roletes eram chamados  “Fowler Rollers” e eram característicos desta versão. Os mark Ib foram utilizados em número reduzido no deserto ocidental e depois foram utilizados em outros teatros, ás vezes, acrescido de uma carga explosiva detonada remotamente de dentro do tanque (Matilda Carrot):

  Como já referi antes, o kit base será o bom e velho Matilda da Tamiya que, apesar da idade, ainda serve para estas experiências. Os detalhes construtivos do tanque não têm mistério, já que ele é bem conhecido de todos nós, os acréscimos são fios de cobre, restos de PE, latinha de coca-cola e plasticard, apenas para melhorar os detalhes e deixar o kit mais apresentável.  A idéia é fazer camuflagem de duas cores, típica britânica do início da guerra, e colocar um tanque que estava no front e foi enviado para testes do dispositivo.

Alguns dos detalhes já do kit e da estrutura já montados, pois quando resolvi escrever o artigo, já tinha terminado a construção. A armação foi baseada em fotos de referência e os roletes são de acrílico dental:

  Pintura Base e ups & downs: Ao invés de fazer as subidas e descidas de luz direto com as tintas base, vi um post (não me lembro quem nem onde) que fez aquela técnica dos pontos de tinta óleo, tentei fazer o mesmo, mas o resultado não foi o esperado, embora tenha dado a impressão de fading da pintura, não caracterizou bem as linhas salientes nem as áreas planas. Na minha opinião, o fading fica legal, mas para subidas e descidas o melhor ainda é utilizar as variações da tinta base:

O kit já tá com verniz brilhante e com os decais, esperando para o wash, mas fiquei sem máquina e devo retomar tudo no próximo fim de semana, onde quero ver se acabo este e o Scorpion.
Abraços a todos,
Marcio

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Matilda Scorpion


Esta variante do Matilda surgiu da necessidade das forças inglesas de prover o meio blindado necessário para furar a linha defensiva alemã, mantida por pontos fortes intermeados por extensos campos minados, na segunda batalha de El Alamein, marcando o início da reação Inglesa e retomada do Egito e da Cirenaica.
O problema tático era permitir o avanço das divisões Blindadas e de Infantaria em corredores feitos nos campos minados, vencendo a linha de defesa alemã.
Uma das idéias foi a utilização de um tanque Flail (malhador) idéia esta que já vinha sendo desenvolvida na Inglaterra e no próprio Egito, por oficiais britânicos e Sul-Africanos, encarregados de dar solução ao problema.
Deste esforço surgiu o "Matilda Scorpion" assim batizado pela aparência final do veículo, com a utilização dos então obsoletos Matildas (já substituídos pelos Valentines e pelos Grants e Honeys Americanos), acrescidos de um rotor, montado em uma estrutura de dois braços colocada à frente do tanque. O rotor tinha 24 malhadores formados por cabos de aço e correntes de metal que malhavam o chão a 100 rpm, sendo impulsionado por um motor, colocado em uma caixa blindada no lado direito do tanque e que também possuía espaço para o operador do dispositivo.


Ao que parece, quando da 2ª Batalha de El Alamein em outubro de 1942, foram distribuídos 25 Matildas Scorpion, nas duas pontas de lança da operação, operados pelos 42º e 44º do Royal Tank Regiment, mas o tanque não teve o sucesso esperado,  ainda que com razoável capacidade de limpeza de campos minados, o aparato apresentava muitas quebras e falhas de motor, dado ao volume de poeira que era originado na limpeza do terreno, entupindo filtros de ar, bem como as condições adversas do deserto, que dificultavam o seu emprego. Um dado interessante é que houve registro de unidades de infantaria alemã terem se rendido, sem combater, assustadas com o barulho e poeira que os Scorpion produziam quando em ação.


Após a El Alamein foram desenvolvidas outras versões, com melhorias na estrutura (deixando-a mais leve) e no mecanismo (deixando-o mais confiável) e com a utilização de outros motores, inclusive com a retirada do armamento principal do tanque, pois era impossível apontar e atirar quando o tanque estava limpando um campo de minas. Após, a idéia principal do tanque malhador foi melhor desenvolvida, no próprio Matilda, com a criação dos Baron I e II, sendo utilizada também em Valentines (experimental) e, sobretudo em Grants, onde tiveram desempenho destacável na Sicília e na Itália e com os Shermans Flail, da 79ª DB, do Dia D em diante.

Nas pesquisas de fotos e profiles há muitas discrepâncias de informações sobre o tanque e a estrutura, para efeitos de scratch, optei por simplificar algumas coisas e por utilizar alguns detalhes de diferentes versões, seja pela minha capacidade limitada, seja pela limitação do material de pesquisa ou das ferramentas que eu dispunha.
O tanque em  sim é o bom e velho Matilda da Tamiya que é essencialmente o mesmo OOB, apenas com alguns melhoramentos nos detalhes e na aparência, com a colocação de alguns detalhes em metal e fios de cobre e aço. A montagem do tanque em si não dá maiores problemas, pois são relativamente poucas peças, o encaixe de algumas peça e as frestas é que são meio complicadas, o que entrega a idade do kit.
Como dito, a montagem do tanque não oferece maiores problemas, apenas a constante consulta às referências para substituir ou melhorar alguns detalhes.

A estrutura em si foi construída com tiras de  2mm de largura, que deram um trabalho enorme e levou muito tempo para serem cortadas, mesmo com a guilhotina:




Construção da estrutura:





Aqui mais detalhes, já com o rotor feito com cano de cobre, antenas, fios e as sinaleiras traseiras elevadas:



Test fit final, com tudo no lugar, já com malhadores (que sairão para pintura) e as figuras que um dia irão com o tanque para uma base:

Primmer:


 Pintura básica e ups & down, verniz e decais:



Pintura de detalhes e washings:



Já foram feitos o chipping e o empoeiramento e as finalizações, falta só baixar as fotos do kit pronto.
Abraço,
Marcio